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sexta-feira, 17 de junho de 2011

O milho e sua história

O fato de receber muitas visitas diárias na postagem Milho, resolvi pesquisar e saber mais sobre esse cereal bastante consumido aqui no Brasil, principalmente em época de Festas Junina.


Descoberta em ilhas próximas ao litoral mexicano, há mais de 7 mil anos, a planta silvestre recebeu o nome de 'milho', de origem indígena caribenha, com o significado de 'sustento da vida'. Muito usado pelos incas, maias e astecas, o grão foi a base da alimentação das sociedades antigas e todas as atividades em grupo eram feitas em função de seu plantio. Com o período de colonização do continente americano e as grandes navegações, o alimento ganhou o mundo e se tornou um dos primeiros itens de cultura mundial, perdendo apenas para o trigo e o arroz.A facilidade de cultivo e a variedade de formas de consumo do produto - que pode ser ingerido cru, cozido, seco ou transformado em farinha - garantiram seu sucesso em diferentes regioes do planeta, entre elas o México, que utilizava o farelo para preparar pequenos bolos, chamados de tortillas, e parte item presente no cardápio tradicional nativo até os dias de hoje.

A chegada a terra tupiniquim


O grão nao veio parar nas maos dos brasileiros somente com a vinda dos europeus. No Brasil, o milho fazia parte do dia-a-dia dos índios antes mesmo da chegada dos colonizadores, que aproveitavam todas as partes do vegetal.Com a vinda dos portugueses, surgiram novos pratos a base de milho e seu consumo aumentou significativamente. Mas, em 1950, por conta de uma forte campanha favorecendo o trigo, o item perdeu espaço entre os alimentos preferidos da mesa brasileira e, hoje, tem um consumo abaixo dos números de locais como o México e o Caribe.


Curiosidades


O milho é uma planta presente em diversos lugares do mundo e usado tanto para a alimentação humana como para a produção de ração animal. Apesar de bastante conhecido na mesa brasileira, o cereal tem apenas 5% de sua produção direcionada para o consumo humano; a maior parte vai para a alimentação de animais criados em grande escala.A cultura do milho - um dos primeiros alimentos domesticados pelo homem - tinha como objetivo aproveitar os grãos e o suco proveniente de seu talo. Alguns povos produziam açúcar e mel a partir do líquido extraído. Atualmente, existem diversos tipos de milho: o milho verde, o doce, o farinhoso, o pipoca, o duro, o macio e o dentado.Além de servir de base para diversos pratos da culinária, o vegetal também está na raiz da produção de amido, azeite, bebidas alcoólicas, combustíveis e corantes alimentícios.


Nutritivo e saboroso


Não é apenas pelo prazer do paladar que o milho deve aparecer com mais freqüência na dieta alimentar. De acordo com a nutricionista Heloisa Guarita, diretora da consultoria de nutrição RG Nutre, o grao tem fibras e nutrientes que auxiliam no bom funcionamento do organismo.'Mas para um consumo saudável do milho, é recomendado não adicionar muita gordura ou açúcar durante o preparo dos alimentos', recomenda Heloisa. Para os pais e maes que não sabem com qual que freqüencia devem oferecer o alimento aos filhos, a dica da nutricionista é que ele seja consumido uma vez ao dia.'A quantidade de fibras pode causar uma maior atividade intestinal e estimular a formação de gases, desregulando o sistema digestivo', explica. No entanto, a nutricionista reforça que o consumo tem que ser estimulado freqüentemente e sugere que o grao seja preparado de outras formas. 'O milho é um alimento com bons valores nutricionais e deve ter lugar cativo na mesa das famílias', afirma Heloisa.


Fonte: Agrosul

segunda-feira, 13 de junho de 2011

13 de junho dia de Santo Antônio

Quem foi Santo Antônio?

Monge português, Santo Antônio nasceu em Lisboa em 1195 e foi educado de acordo com os conceitos cristãos por sua família. Seu nome significa: "o que não tem preço; o lutador". Estudou os preceitos de Santo Agostinho em Coimbra, tornando-se frei em 1210.

Em 1220, Antônio de Pádua tornou-se franciscano. Um ano depois, seguiu em direção a Pádua (Itália), para encontrar São Francisco. Os dois rapidamente ficaram amigos e Francisco reconheceu nele um profundo conhecimento religioso, encarregando-o de lecionar aos frades da Bolonha, em 1221.

Possuía o dom da oratória. Conhecia como ninguém a Bíblia e seus sermões impressionavam desde pessoas mais simples a intelectuais. Contam as histórias que antes dos sermões, conseguia fazer com que as mulas dobrassem os joelhos perante ao altar para receber a hóstia na comunhão com Deus.

Em 1227, tornou-se responsável pela supervisão dos templos franciscanos e sua expansão. Naquela ocasião, sua fama já era muito grande, pois nada lhe era omitido.


Morreu em 1231 no convento de Santa Clara, ao lado da igreja de São Francisco, provavelmente de exaustão e fadiga. A Igreja incluiu Antônio entre os "Doutores da Igreja" em 1946.

Não existe nenhum fato particular em sua vida ou referências históricas sobre a fama de ser "bom casamenteiro". Porém, é certo que ele abençoava e ajudava os recém-casados. O que provavelmente acontecia era que Antônio pedia alimentos aos mais ricos da região para ajudar a vida do novo casal.

A crença de que Santo Antônio ajudava as solteiras a encontrarem um namorado foi difundida a partir do século XVIII.

O dia da sua festividade é 13 de junho, quando os fiéis assistem a missa e esperam pelo pão bento que, segundo a tradição, deve ser colocado junto aos mantimentos, para nunca faltar alimentos no lar.

Padroados:- Mulheres estéreis - Grávidas - Viajantes
Protege: - Os namorados - A família - Quem está prestes a perder a propriedade (ou o patrimônio) - Contra pessoas que tomam emprestado sem permissão

Por Mônica Buonfiglio / Especial para o Terra

Simpatias famosas, no Portal Astrologia & Esoterismo

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal à todos!

music

A ceia de Natal em outros países

Dependendo do país, a ceia natalina é totalmente diferente da nossa. Em alguns deles, de tão inacessíveis. não é possível nem imaginar o que vai à mesa.

Dos países europeus que celebram Natal como nós, é na República Tcheca e na Eslováquia que está uma das ceias mais diferentes que existem Lá, é servida uma sopa de peixe, além de carpa assada e salada de batatas. Na Alemanha também se serve sopa, mas de legumes e vegetais, mas, a ceia varia muito de acordo com a região do país. Mas, na média, come-se carpa, salada de batatas com salsicha, salsichas brancas, batata cozida e ganso.


Nos países mais frios, que estão em inverno rigoroso nessa época do ano, é bem comum servir sopa na noite de Natal, como entrada. Isso aquece as pessoas e deixa todo mundo mais à vontade para a ceia. E na média, nos países cristãos da Europa e das Américas, a ceia de Natal é muito parecida.

A ceia brasileira sofre influência tipicamente européia, por causa da colonização portuguesa e, depois, dos imigrantes, principalmente os italianos. Mas no Brasil, assim como em Portugal, a origem da ceia de Natal é judia e recebeu também muita influência árabe. Esses povos são conhecidos por fazer grandes celebrações em torno da mesa, com famílias grandes, amigos e é por isso que a passagem bíblica da Santa Ceia tem como cenário uma mesa com muita gente em volta, é uma simbologia: Cristo e a família escolhida por ele que são os apóstolos. Na ceia de Jesus que a gente conhece, foi servido vinho – que por sinal naquela época era um vinho muito difícil de fazer e ao contrário do que se pensa era mais branco do que tinto – e pão. Na ceia dos europeus, e conseqüentemente na nossa, come-se pernil, carne de porco, peru, rabanada... No caso luso-brasileiro tem ainda bacalhau, bolinhos de bacalhau e só recentemente foi incluído o chester, de uns 30 anos pra cá.


O peru, uma ave de origem mexicana, só entrou na mesa européia por volta de 1530. Primeiro na Espanha, depois na Inglaterra. Posteriormente, se espalhou por todos os reinos europeus porque era uma opção mais barata que o faisão, que tinha de ser caçado e o peru, bastava criar em cativeiro.Uma ave símbolo da culinária asteca.

O chester é uma invenção escocesa e que hoje tem sua maior produção no Brasil. Ainda para a nossa ceia, os italianos trouxeram o panetone, no início do século passado e no final do século 19. As nozes vêm da influência muçulmana, moura, na península Ibérica.

Na França, base da culinária moderna a partir de meados do século passado, a ceia natalina é uma grande refeição como a nossa, mas a comida lá é tratada com certa luxúria. A ceia dos franceses inclui muitos ingredientes da culinária mediterrânea e aí eles abusam de lagosta, ostra, camarão, além de peixes. O famoso escargot não pode faltar, assim como o foie gras, o tradicional patê de fígado de ganso, que é a melhor companhia para um Borgonha. O peru também é um prato popular na ceia de Natal e, geralmente, serve de base para os grandes vinhos de Bordeaux e da Borgonha, principalmente a coxa e a contra-coxa de peru, que são mais gordurosas e podem ser acompanhadas por vinhos tintos como pinot noir, beaujolais e merlots mais leves. O vinho de qualidade, aquele mais caro, que normalmente os franceses não bebem o ano todo, é aberto nas festas de fim de ano e aí o champagne passa a ser também integrante fundamental das ceias de Natal e ano novo franceses.


Já os norte-americanos absorveram muito as práticas culinárias do México e do Caribe. Peru, tender, presuntos variados e mais recentemente, da década de 70 pra cá, o chester, são a base da ceia de Natal deles. Na região da América Central e em Cuba, já se come mais o pernil de porco.

O padrão da Ceia de Natal é universal, mas no consenso geral é um padrão errado. Aqui no Brasil estamos no verão, nos Estados Unidos e Europa é inverno. Para lá funciona bem esse padrão mais calórico da ceia e essa é a razão desses pratos na celebração do Natal.

Fonte consultada: Blog Gourmet Brasília, postada no blog do meu amigo Marcelo Abreu: Pérolas da Degustação.

Um feliz natal a todos os que acompanham o blog de alguma forma.
Obrigado por tudo e voltem sempre!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

domingo, 14 de novembro de 2010

Curiosidade sobre o Macarrão

Foto: Google

Postagem que era para ter postado no dia 25 de outubro, dia mundial do macarrão. Mesmo atrasada não podia deixar passar esse dia em "branco". O macarrão que está sempre presente no prato brasileiro.
O macarrão cruzou oceanos e atravessou continentes até se tornar, depois do pão, um dos alimentos mais universais do planeta.

Mas como pode um punhado de massa ter se tornado ingrediente de peso na mesa brasileira e também na venezuelana, na grega e na tunisiana, só para citar alguns dos países que mais consomem macarrão no mundo, depois da Itália? Por ser um alimento simples, e combinar com carnes, verduras, queijos e todo tipo de molho. A explicação faz sentido quando entendemos que a combinação massa mais molho é fácil porque a base do macarrão é a mesma do alimento mais universal do planeta: o pão. Bastam água e farinha para fazer os dois. A diferença é que o pão fermenta e o macarrão não.

A massa mais antiga de que se tem notícia comprovada foi descoberta em 2005 por arqueólogos chineses. Eles encontraram em Lajia, na China, um fio de 50 centímetros com cerca de 4 mil anos. Assim, desvendou-se a idade do macarrão, essa delícia que ganhou fama mundial graças à criatividade gastronômica dos italianos.

Foto e texto fonte: google

Para conhecer melhor sobre o macarrão, viste o site Gastronomia & Negócios: http://gastronomiaenegocios.com/gn/home/revista/ver/849/imagens/banners/bancoAlimentos.swf

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tábua e faca certa

Bem legal esse kit com as tábuas e facas corretas para cada tipo de alimento. É bom pra quem tá começando a se aventurar na cozinha e pra quem quer deixar a cozinha organizada, é bem prático, tudo dividido por cor.


Esse conjunto de tábuas vem com cores específicas para cada tipo de carne que será preparada e junto, facas também organizadas por cores para cada tipo de peça.
Quer noticia melhor ainda?
A Index Chopping Board não é apenas mais um projeto brilhante recém inventado e que teremos de esperar meses para comprar. Disponíveis na versão com facas (80 dólares) ou sem facas (65 dólares) elas podem ser compradas aqui -> http://store.yankodesign.com/index-plus-chopping-board



sábado, 10 de julho de 2010

10 de julho - Dia da Pizza


Apesar de lembrarmos dos italianos quando comemos pizza, a massa surgiu no Egito, há mais de seis mil anos. Os egípcios inventaram uma massa assada de farinha, água e sal, o "pão de Abraão", que posteriormente seria incrementada com alguns condimentos. Milhares de anos depois, os italianos a incrementaram com tomate, e ela era consumida dobrada ao meio como se fosse um sanduíche. Sua popularização aconteceu, anos depois, com Dom Raffaele Espósito, um padeiro napolitano que servia o rei Umberto I e a rainha Margherita. Para agradar e inovar o cardápio, o padeiro resolveu adicionar à massa o recheio de mussarela, tomate e manjericão, ingredientes que reproduziam as cores da bandeira italiana e batizou o sabor com o nome da rainha, Margherita. Outros padeiros começaram a inovar e colocaram na pizza outros ingredientes, como o alho e peixes da região. A partir daí, outros povos foram turbinando a receita, que se popularizou pelo mundo inteiro e se transformou em uma mistura saborosa de sabores.

Mais informações sobre a pizza visite: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pizza

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Receitas e rituais que vão te dar sorte em 2010

Para se ter sorte no ano-novo, vale tudo! Quem nunca experimentou fazer uma simpatia para atrair mais sucesso e bom augúrio? Ou até mesmo ficar com o pé direito apoiado no chão, ou na praia, pulando sete ondas do mar... Mesmo que muitos afirmem ter ceticismo, a quantidade de pessoas que praticam estas crendices somente reforçam a superstição.

Mas é na cozinha que encontramos as mais saborosas superstições para o último dia do ano. Frutas, bebidas e alguns ingredientes são indicados e devem ser incorporados a ceia especial. Crenças à parte, vale a pena experimentar esses pratos, ainda que seja pelo simples prazer de degustar algumas delícias.

Bebida:
A champanha, ou champagne, é a bebida ideal para festas, principalmente de final de ano. Bebida nobre, ela deve ser servida bem gelada e em taças de cristal para brindar a chegada do novo ano.

Lentilha:
Segundo a tradição, devemos comer lentilha ou, na falta desta, feijão. Acredita-se os grãos que aumentam de volume durante o cozimento trazem fortuna.

Uvas pretas:
O folclore recomenda comer sete bagos de uvas pretas. Assim, o indivíduo atrairá prosperidade para o ano que chega.

Romã:
Há a crença de que caroços de romã podem trazer boa sorte. Deve-se comer uma romã e guardar sete de seus caroços na carteira.

Frutas secas ou cristalizadas:
A tradição manda comer pêssego, figo, amêndoa ou avelã para se ter mais sorte e fortuna.

Carnes:
Segundo as crenças populares, aves não devem ser preparadas na ceia de ano novo, porque ciscam para trás e possuem asas. Sendo assim, fariam a felicidade voar embora. É aconselhável preparar carnes como boi, cordeiro e principalmente porco, animal que fuça e empurra a terra para frente. Peixes como atum, bacalhau e salmão , considerados peixes "destemidos", também são recomendados.

Fonte: Terra

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Do rústico ao chantilly

Coube a uma princesa da Itália estimular a culinária da França no século 16. Antes disso, faltava aos franceses, vejam só, o aplomb que pouco depois eles se encarregariam de distribuir no comando da gastronomia mais influente do mundo
A história da gastronomia francesa é longa e rica de personagens que ficaram célebres. Assunto não falta, mas a ideia aqui é outra: destacar en passant alguns momentos mais marcantes da culinária que, mon Dieu!, só começou a deslanchar para valer com a ajuda dos chefs italianos importados por Catarina de Médici, no século 16. "Antes disso, os franceses quase não comiam vegetais. Era uma cozinha bárbara", diz Ricardo Maranhão, professor de História da Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi. De lá para cá, muito croissant rolou e a culinária francesa se impôs como a mais importante do mundo, festejada, reproduzida e copiada à exaustão.

Veja na linha do tempo ao lado um pouco dessa história através de receitas emblemáticas como o crème brûllée, o molho béchamel, o pêssego melba e o salmão com azedinha. Todos os pratos desta página foram executados, a pedidos, pelo chef (français, bien sûr!) Laurent Hervé, do restaurante Eau (Av. das Nações Unidas, 13.301, 2838-3207).

SÉCULO 16
Quando a italiana Catarina de Médici (1519-1589) se casou com o rei francês Henrique II, a França ganhou refinamento à mesa. Além de louças e hábitos sofisticados, a nova rainha trouxe em sua comitiva chefs italianos que apresentaram aos cozinheiros locais técnicas de confeitaria e ingredientes como especiarias, alcachofra, trufa, cogumelo...

SÉCULO 17
François Vatel (1631-1671) era maître do Palácio de Chantilly, mas entrou para a história como o primeiro chef respeitado e reconhecido no país. A lenda do maître transformado em cozinheiro ganhou força após o suicídio de Vatel. Ele teria se matado porque uma encomenda de peixe não chegou a tempo para o banquete em homenagem ao rei Luis XIV. Como era responsável pela comida, Vatel preferiu morrer a manchar sua reputação. Foi na cozinha de Chantilly, sob seus cuidados, que o creme de chantilly foi inventado.

Crème brûlée. Sua autoria é desconhecida e ninguém sabe se ele é um francês legítimo ou se vem de família espanhola (crema catalana) ou inglesa (custard). Mas a receita é antiga, apareceu pela primeira vez em 1691, no livro Le Cuisinier Royal et Bourgeois, do chef François Massialot. Servido em temperatura ambiente com a crosta de açúcar vitrificado, ele tem longa história de sucesso. Mas nós não vamos mentir: colocamos nessa matéria só para não perder a brincadeira - liberté, egalité e crème brûlée!

Chocolate.
Descoberto no México pelos conquistadores espanhóis, o chocolate já fazia sucesso na Europa no século 16. Como bebida, chegou à França em 1615, com a princesa espanhola Ana da Áustria. Porém foi outra espanhola da família, Maria Teresa, casada com o rei Luís XIV, quem difundiu o gosto pelo chocolate entre a nobreza francesa. Mas demorou para a iguaria cair na boca do povo: só no século 19 a plebe sentiu o gostinho de cacau.

SÉCULO 18
Conhecido como "o "cozinheiro dos reis e o rei dos cozinheiros", Marie-Antoine (Antonin) Carême (1784-1833) transformou a confeitaria em arte. Seus doces eram elaboradíssimos - foi ele quem fez o bolo de casamento de Napoleão. Mas o talento de Carême foi além da pâtisserie. Ele conferiu personalidade à gastronomia francesa ao utilizar molhos variados, como o béchamel - batizado em homenagem ao marquês Louis de Béchameil. Também organizou a ordem dos pratos servidos nos jantares. E acredita-se que foi ele o inventor da toque blanche, o chapéu de cozinheiro.

SÉCULO 19
Restaurantes franceses ganharam impulso com o fim da Revolução Francesa (1789-1799). Foi quando a burguesia começou a sair para jantar fora e se deliciar com a possibilidade de poder escolher o que comer, já que o cardápio foi criado nessa época. Antes disso, os restaurantes (alguns já existiam desde o século 16) costumavam oferecer apenas uma opção de prato.

Georges Auguste Escoffier (1846-1955) modernizou a cozinha francesa ao atualizar o estilo de Carême. Ele também compilou mais de 2 mil receitas que formam o alicerce da alta gastronomia da França. Além disso, organizou a cozinha em praças (das carnes, das saladas, das sobremesas...). Foi um dos primeiros chefs a defender a valorização do sabor original dos ingredientes. Uma de suas invenções mais reconhecidas e imitadas é o Pêche Melba, sobremesa de pêssego - a receita está aí ao lado. Ele foi criado em homenagem à cantora australiana Nellie Melba, uma diva da ópera.

SÉCULO 20
Fernand Point (1897-1955) é considerado o pai da moderna cozinha francesa. Pelo La Pyramide, seu restaurante em Vienne, cidade próxima a Lyon, passaram chefs como Paul Bocuse, Alain Chapel e os irmãos Troisgros. Point valorizava ingredientes da estação e molhos leves. Descreveu sua experiência culinária em Ma Gastronomie. Foi um dos inspiradores da nouvelle cuisine.

Nouvelle cuisine. No início da década de 70, os críticos gastronômicos Henri Gault e Christian Millau usaram essa expressão para descrever um tipo de cozinha que se distanciava do clássico francês. A "nova cozinha" praticada por chefs como Michel Guérard, Alain Chapel, Paul Bocuse e os irmãos Troisgros deixava para trás os molhos espessos e gordurosos em favor de pratos mais delicados. Os novos cozinheiros buscavam ressaltar o frescor dos ingredientes aliado à simplicidade de preparação. O saumon à l’oseille, dos irmãos Jean e Pierre Troisgros, é um prato marcante desse período.

SÉCULO 21
Bistronomia. Os bistrôs gastronômicos, que surgiram na França no fim do século 20, começaram a ganhar fôlego e visibilidade neste século. Eles são uma alternativa aos restaurantes de haute cuisine. Servem boa comida a preços razoáveis. Os bistronomiques costumam ter na cozinha chefs experientes, a exemplo de Yves de Camderborde, do Le Comptoir du Relais, e Iñaki Aizpitarte, do Le Chateaubriand. O chef Christian Constant, que deixou o comando do Les Ambassadeurs no Hotel Crillon para abrir o bistrô Le Violon de Ingres, é considerado o pai dessa tendência.

Fonte: O estadão

domingo, 19 de abril de 2009

Alimentação indígena


Alimentos que fazem parte da culinária indígena

Beiju de tapioca mais consumindo pelos índios


Podemos dizer que a alimentação indígena é natural, pois eles consomem alimentos retirados diretamente da natureza. Desta forma, conseguem obter alimentos isentos de agrotóxicos ou de outros produtos químicos. A alimentação indígena é saudável e rica em vitaminas, sais minerais e outros nutrientes.
Como os índios não consumem produtos industrializados, ficam livres dos efeitos nocivos dos conservantes, corantes artificiais, realçadores de sabor e outros aditivos artificiais usados na indústria alimentícia.
Somada a uma intensa atividade física, a alimentação indígena proporciona aos integrantes da tribo uma vida saudável. Logo, podemos observar nas aldeias isoladas (sem contatos com o homem branco), indivíduos fortes, saudáveis e felizes. Obesidade, estresse, depressão e outros males encontrados facilmente nas grandes cidades passam longe das tribos.
Numa aldeia indígena, o preparo dos alimentos é de responsabilidade das mulheres. Aos homens, cabe a função de caçar e pescar.


Principais alimentos consumidos pelos índios brasileiros:


- Frutas

- Verduras

- Legumes

- Raízes

- Carne de animais caçados na floresta (capivara, porco-do-mato, macaco, etc).

- Peixes

- Cereais

- Castanhas


Pratos típicos da culinária indígena:


- Tapioca (espécie de pão fino feito com fécula de mandioca)

- Pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe).

- Pipoca

- Beiju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina)


* Este texto refere-se aos índios que não possuem muito contato com os homens brancos e que ainda seguem sua cultura. Infelizmente, muitas tribos deixaram de lado a alimentação saudável quando entraram em contato com o homem branco.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Chocolate dos padres


Desde o lançamento, o Chocolate em Pó Gardano era conhecido tradicionalmente entre os consumidores como o “chocolate do padre”. A Gardano, fundada em 1921, na cidade de São Paulo, fabricava também o Mentex. Em 1957, a suíça Nestlé comprou a Gardano, mudando o nome da empresa paulistana para Companhia Brasileira de Chocolates - Chocobras. O nome Gardano permaneceu no mercado até 1959, quando foi substituído pela marca Nestlé.
Apesar da mudança de nomes, a Nestlé manteve a imagem dos dois frades para ilustrar a embalagem do chocolate em pó. Mais tarde, em 1975, a empresa suíça registrou a marca Dois Frades para o tradicional Chocolate em Pó Nestlé. Em 1991, foi registrada a marca Chocolate dos Padres pela companhia. A imagem dos dois frades reproduz uma das telas do pintor italiano Alessandro Sani, nascido em Florença, na segunda metade do século 19. O quadro, um óleo sobre tela, conhecido como “O prato favorito”, era justamente uma das pinturas prediletas do antigo dono da Chocolates Gardano e serviu de inspiração para a embalagem do chocolate em pó produzido pela empresa.
A tela aí de cima, "The tasting", é outro óleo do mesmo pintor e foi vendida recentemente, em um leilão realizado pela Christie’s de Nova York, por US$ 6.000.

Chocolate - Propriedades


Todos os tipos de chocolate, principalmente, os que contêm leite, são uma fonte de proteínas vitais para o crescimento, recuperação e manutenção do corpo e do cálcio - essencial para a formação óssea, contração muscular, atividade enzimática e coagulação do sangue.
Em geral, são alimentos altamente energéticos, pois possuem grande quantidade de gorduras do tipo saturada e carboidratos. Por este motivo, deve ter baixo consumo por pessoas obesas e pessoas que tenham restrição de gorduras na alimentação.
O chocolate puro contém menos gordura, grande quantidade de magnésio (essencial para liberação de energia para as células), ferro (essencial para a produção de glóbulos vermelhos), niacina (também envolvida na liberação de energia para as células) e menor valor calórico que o chocolate de leite e branco. O chocolate branco contém maior quantidade de cálcio, zinco, caroteno e vitamina B2 do que o puro.
Tipos de Chocolate
Hoje em dia existem, basicamente, os seguintes tipos de chocolate:
Ao Leite - É composto por massa de cacau, manteiga de cacau, açúcar e leite em pó (568Kcal/100g);
Amargo - Chocolate muito pouco refinado, composto apenas por massa de cacau e manteiga de cacau. Caracteriza-se pela cor escura e paladar amargo;
Meio-amargo - Também apresenta coloração escura por não levar leite, mas contém açúcar, o que suaviza o sabor (550Kcal/100g);
Branco - Feito com manteiga de cacau, açúcar e leite (549Kcal/100g);
Alvo - É mais claro que o branco convencional, pois passa por uma técnica de branqueamento extra que trata a manteiga de cacau;
Colorido - É composto por manteiga de cacau, açúcar, leite e corantes especiais importados;
Chocolate em pó - Amêndoa de cacau ralada destituída da manteiga de cacau. Pode ser amargo, e aí possui o nome de cacau em pó, meio amargo e doce (não confundir com chocolate solúvel para misturar no leite);
Chocolate para cobertura - Com alto índice de manteiga de cacau, que lhe dá a propriedade de derreter com facilidade e que facilita o acabamento e o brilho nas coberturas. São comercializados em três tipos: meio amargo, branco e comum (ao leite) (567Kcal/100g);
Diet ao leite - É composto por massa e manteiga de cacau, leite em pó, sorbitol e sacarina (usados em substituição do açúcar) e vanilina (473Kcal/100g);
Diet branco - Feito com manteiga de cacau, leite em pó, sorbitol, sacarina e vanilina.É muito importante observar que os chocolates dietéticos não contêm açúcar, mas contêm gorduras em grande quantidade e adoçantes como o sorbitol que é altamente calórico. Portanto, os chocolates dietéticos não são indicados em dietas para emagrecimento.O chocolate contém cafeína, teobromina e tiramina, que agilizam o raciocínio, além de conter também serotonina, que desperta sensação de prazer. Quando consumido em grandes quantidades o chocolate pode provocar alterações emocionais. No início traz euforia e melhora o humor, depois vem a depressão e o organismo passa a sentir falta do alimento. Portanto, verificamos que o maior mal é o consumo em excesso. Com a devida moderação é possível desfrutar do prazer de comer chocolate sem trazer prejuízos ao organismo.O chocolate agora é exaltado por cosmetólogos e esteticistas que defendem o uso desse alimento quase mítico nos tratamentos de pele. Por ser um ingrediente rico em vitaminas B1 e B2, e substâncias antioxidantes, o chocolate é indicado para peles secas ou que estejam traumatizadas pela exposição ao sol, vento ou frio. O extrato vegetal do cacau, composto por ácidos graxos, evita o ressecamento da pele e a perda de água, ao formar uma barreira protetora natural. Durante o tratamento o paciente passa por uma esfoliação com sabonetes especiais, massagem com óleo de cacau e, para terminar, um delicioso e relaxante banho de ofurô com ervas. O processo, que leva aproximadamente duas horas, promove uma hidratação profunda na pele, devolvendo a umidade, maciez e luminosidade, deixando-a mais jovem e bonita. Além das propriedades hidratantes, os produtos são considerados relaxantes e sensuais, pois têm também outro grande atrativo: o aroma.Conhecido também como afrodisíaco, o chocolate deu origem a fragrâncias sofisticadas e provocativas. São fragrâncias sensuais, para serem usadas à noite e devem ser evitados num clima muito quente.

Chocolate - História e Curiosidade


O chocolate, cujo nome de batismo é "Theobroma", do grego, que quer dizer "alimento dos deuses", é onhecido desde a antiguidade. Daí, podemos explicar a maravilha que é ter um delicioso chocolate derretendo na boca. Quem resiste a este alimento “divino”?
Diz a lenda que as sementes do cacaueiro foram dadas de presente pelo deus quetzcoalt aos homens. Por causa disso, o chocolate se tornaria um ingrediente sagrado com propriedades medicinais
Por volta de 600 a.C., os Maias, que já conheciam o chocolate, estabeleceram as primeiras plantações de cacau em Yucatan e na Guatemala. Considerados importantes comerciantes na América Central, eles aumentaram ainda mais suas riquezas com as colheitas de cacau. Acontece que em toda aquela região a importância do cacau não residia apenas no fato de que dele se obtinha uma bebida fria e espumante, chamada "tchocolath". O valor do cacau também estava em suas sementes. Elas eram usadas como moeda. Na época, por exemplo, um coelho podia ser comprado com oito sementes e um escravo, por 100.
Até então, o cacau e o seu precioso produto – o chocolate, só circulavam pelos rituais, banquetes e o comércio na América Central. Passaram-se séculos e em 30 de julho de 1502, o navegador Cristóvão Colombo, achando que tinha descoberto as Índias, baixa âncora em frente à ilha de Guajano, na América Central. Uma majestosa piroga aborda a caravela de Colombo. Um chefe Azteca sobe a bordo e oferece, ao navegador e à tripulação, armas, tecidos e também sementes de cacau. Ele explica a Colombo que as sementes são a moeda do país e que permitem preparar uma bebida muito apreciada entre eles. Colombo e os seus marinheiros provam as sementes e também o chocolate.Porém, o "tchocolath" não era a bebida agradável de hoje. Era bastante amarga e apimentada. As tribos da América Central geralmente preparavam-no misturando com vinho ou com um purê de milho fermentado, adicionado com especiarias, pimentão e pimenta. Naquela época, o chocolate era reservado apenas aos governadores e soldados, pois se acreditava que, além de possuir poderes afrodisíacos, ele dava força e vigor àqueles que o bebiam. Dias depois, levantam velas e seguem para a Europa. Colombo, o primeiro europeu a provar o chocolate, não lhe deu a mínima importância. Mal sabia que um dia o chocolate seria apreciado no mundo inteiro.Anos depois o explorador espanhol Fernão Cortez e os seus soldados desembarcam no México, pretendendo conquistá-lo. Fazem os preparativos para o combate. Mas, para surpresa geral, Montezuma, o imperador Azteca, e os seus súbditos recebem-nos com cordialidade. Cortez, sem dúvida, ficou muito impressionado com a mística que envolvia o chocolate e mais ainda com o seu uso corrente. Assim, com o intuito de gerar riquezas para o tesouro do seu país, ele estabelece uma plantação de cacau para o rei Carlos V, da Espanha. E, como bom negociante, começa a trocar as sementes de cacau por ouro, um metal indiferente àqueles povos. Os espanhóis aos poucos se acostumavam ao chocolate e, para atenuar o seu sabor amargo, diminuíam a proporção de especiarias e adoçavam-no com mel. Contudo, Cortez responde com traição o acolhimento que recebera do povo azteca. Prende o imperador Montezuma e invade suas terras. Assim, o México passa a ser colônia espanhola, permanecendo nesta situação por trezentos anos.Cortez leva para a Espanha todo o conhecimento daquelas tribos primitivas de como lidar com o cacau e preparar o chocolate. Sabia como colher, retirar as sementes dos frutos e depois espalhá-las ao sol para fermentar e secar. Rapidamente, o chocolate espalha-se entre a família real e os nobres da corte espanhola.Na Espanha, os monges aperfeiçoaram o sistema para torrar e moer o chocolate, transformando-o em barras e tabletes para serem dissolvidos em água quente, como era apreciado nos salões da aristocracia. Retiram as especiarias que os aztecas apreciavam e adicionaram açúcar, mel e canela.Durante todo o século XVI, os espanhóis conservaram para si esta preciosa iguaria, não querendo compartilhá-la com outros países. No entanto, viajantes iam a Madrid e bebericavam o chocolate. Os monges davam-no para provar aos visitantes de outros países. E, em meados do século XVII, quando começaram a ser divulgadas as primeiras informações sobre o chocolate, os marinheiros, como ouviam falar dele, capturam uma fragata espanhola carregada com sementes de cacau e levavam-nas para as suas terras. Rapidamente, espalham-se plantações de cacau pela Europa, América do Sul e Índias. O chocolate converte-se numa bebida universal.O casamento, em 25 de outubro de 1615, do rei Luís XIII, da França, com a infanta da Espanha, Ana da Áustria, sela a conquista do chocolate na França. A pequena rainha, de apenas 14 anos, adorava chocolate e trouxera da Espanha tudo o que era necessário à sua preparação. Tanto é verdade que um dos convites mais requisitados em Paris era "para o chocolate de Sua Alteza Real".Já em 1657, surge em Londres a primeira loja de chocolates.Em 1660, o filho de Ana da Áustria, Luís XIV, que subira ao trono, casa-se com outra princesa espanhola, Maria Teresa. Esta segunda união ibérica impõe o domínio de chocolate na França. A corte comentava que Maria Teresa, uma esposa devotada, tinha duas paixões: o rei e o chocolate.No virar do século XVII, rivalizando com os cafés, começam a aparecer em Londres as casas de chocolate que se transformam no centro da vida social. Abrem-se casas de chocolate na Bélgica, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria. A Europa cheirava a chocolate.
Em 1819, François Louis Cailler abre a primeira fábrica de chocolates suíços. Sete anos depois, em 1826, Philipp Suchard começa a fazer chocolate misturado com avelãs moídas. Em 1828, o químico holandês Coenraad van Houten inventa uma prensa de parafuso que permite obter o pó do chocolate. Começa também a ser comercializada a manteiga de cacau. A firma inglesa Bristol, Fly & Bons, em 1847, introduz o chocolate comestível. E, finalmente, em 1875, Daniel Peter e Henri Nestlé inventaram o chocolate de leite – a base para a fabricação de nossos deliciosos bombons recheados, enformados ou manuais, truffas, ovos de páscoa e muito mais.Em 1914 estoura a Primeira Guerra Mundial, determinando o fim da expansão das indústrias chocolateiras. São feitas restrições às exportações do produto. Tabletes de chocolate passam a fazer parte da ração de emergência dos soldados americanos em serviço, mas a experiência não dá muito resultado. Para cumprir o papel de ração de emergência, o chocolate era demasiado irresistível para ser guardado sem ser comido. Afinal, ele fora aprimorado para se tornar o mais saboroso possível. Os soldados raramente guardavam os tabletes para uma crise futura. Eles devoravam-no rapidamente ao menor sinal de fome.
Em 1945, finda a Segunda Guerra e com ela as barreiras ao desenvolvimento das indústrias chocolateiras. Os fabricantes, libertos dos racionamentos impostos pela guerra e das restrições feitas às exportações, aumentam suas produções. Em breve, o chocolate se tornaria um dos produtos mais populares em todo o mundo.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Faculdade de gastronomia

Lendo matéria do Info Money que saiu no UOL há um tempinho atrás, fiquei pensando no panorama gastronômico atual e na multiplicação das faculdades de gastronomia.

Você acha que para ser um bom chef é necessário cursar uma faculdade?

"Parafuso" com molho napolitano

"Parafuso" com molho napolitano

Bolo de chocolate

Bolo de chocolate

Mousse de ameixa

Mousse de ameixa

Carne com legumes e arroz

Carne com legumes e arroz

Farofa Natalina

Farofa Natalina

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